segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pausa

Pessoal,

Farei uma pausa no blog por uns tempos. Minha mãe está no hospital precisando de mim!

Espero-os em momento melhor!

Angelis

sábado, 24 de janeiro de 2009

O romance e o realismo

Um dos primeiros problemas com que a arte, seja ela cinema, literatura, pintura, dentre outras, se depara é a sua legitimação. A muitos olhos, a arte não possui valor social e não produz nenhum bem imediato à sociedade, ou seja, nem sempre se consegue perceber a função da arte.

O caso da literatura, particularmente, possui um agravante: a ficção. O fato de se saber que o que se está lendo não é uma verdade (entendida aqui como o que aconteceu de fato) acaba diminuindo ainda mais a popularidade da literatura. A justificação da literatura ficaria então por conta das disciplinas que ela seria capaz de englobar.

A partir disso, Silvina Rodrigues Lopes reflete sobre qual a função da ficção:

A relação ars e ingenium corresponde ao reconhecimento de uma capacidade de
inventar, de ficcionar, a par da necessária mestria técnica e do respeito das
regras que ela implica. Trata-se de pensar até que ponto a arte é exclusivamente
imitação ou também invenção e até que ponto estas se opõem ou completam.


Dessa forma, podemos pensar sim, numa função representativa e inventiva da literatura, visto que ela pretende representar a vida, mas utiliza-se da capacidade de invenção de seus autores. Silvina Lopes afirma que ao mesmo tempo em que se “concede à literatura o direito de inventar histórias e fábulas originais e ao autor o direito a um estilo ‘próprio’, impõe(-se)-lhe o dever de não ir além do aceitável e, portanto, necessariamente, do reconhecível, isto é, proíbe-a de inventar.

Mesmo nos primórdios da teoria literária já se discutia a função da literatura e a sua distinção das outras áreas do conhecimento. Em “A poética”, Aristóteles evoca o tempo todo o termo imitação, mas também considera o fator da invenção. “O historiador e o poeta não se distinguem por escrever em verso ou prosa; (...) a diferença é que um relata os fatos que de fato sucederam, enquanto o outro fala de coisas que poderiam suceder”.

Quando, no século XIX, surgiu o termo realismo, destinado a determinado grupo de obras literárias, o fator imitação era extremamente valorizado a ponto de que o significado era mais importante que a significação. Buscava-se, naquele momento, trazer a realidade, nua e crua, para dentro do texto ficcional. Surge aí o gênero romanesco como o conhecemos hoje, em que se dá o privilégio ao conteúdo e não simplesmente à forma, sendo que esta assume um caráter mais livre.

Como o romance, gênero realista por excelência, surge justamente na oposição entre a subjetividade romântica e a objetividade e o pensamento científico, temos, a partir daí, o retrato do homem em sua completude, seus defeitos e suas virtudes. A grande idéia do romance realista foi representar a vida humana, o concreto.

Partindo da ascensão desse novo modelo de ficção, descrita por Ian Watt, o romance acabou trazendo o realismo como sua maior característica até o presente, com a justificativa de que, vendo o que somos mediante a apreciação da obra de arte, podemos refletir sobre a nossa condição.

No entanto, a própria concepção de realismo é relativa. Jakobson reflete:

O que é o realismo para o teórico de arte? É uma corrente artística que propôs
como seu objetivo reproduzir a realidade o mais fielmente possível e que aspira
ao máximo de verossimilhança. (... ) E já se evidencia a ambigüidade: 1 –
trata-se de uma aspiração, uma tendência, isto é, chama-se realista a obra cujo
autor em causa propõe como verossímil (significação A). 2 – Chama-se realista a
obra que é percebida por quem a julga como verossímil (significação B)

Assim, podemos afirmar que há dois realismos: o escolástico e o realismo que, mesmo não pertencendo à época e ao movimento literário realista, possui características que conferem ao texto o fator da verossimilhança e propiciam ao leitor a impressão de estar frente a acontecimentos reais. Ian Watt, estudando alguns textos ingleses realistas, propõe algumas das que seriam as características básicas que provocam no leitor essa impressão de realidade frente ao texto ficcional.

A primeira característica proposta pelo estudioso é a ênfase na experiência individual. Antes da ascensão do romance, os textos literários buscavam mais privilegiar os feitos históricos e as qualidades de determinado grupo de pessoas. Deixa-se, no romance, de apresentar caracteres gerais, tipos e passa-se a privilegiar a experiência individual, a especificidade das personagens. Dentre outras coisas, o nome da personagem, que tinha uma função e era muito freqüentemente genérico, passa a funcionar de forma diferente. Os nomes são, para a literatura realista “a expressão verbal da identidade particular de cada indivíduo” A apresentação e a caracterização do cenário também ganha um papel especial, pois sua descrição conta agora com pormenores e exatidão. Não é mais descrito apenas o que será usado numa determinada cena, mas tudo o que faz parte de determinado espaço, mesmo que, aparentemente, ele não tenha nenhuma função para o entendimento do enredo além de conceder um caráter mais particular ao que é narrado.

Contrariamente ao que acontecia com a narrativa anterior ao romance, que buscava narrar o atemporal, as experiências que poderiam tanto acontecer agora como há 300 anos, o romance situa os fatos narrados e um local e tempo bem delimitados, visto que, repetindo, não busca mais o geral, mas o específico e o que é específico sempre possui um local e um tempo bem definidos. Resumindo, tudo o que existe, existe em determinado tempo e local.

As experiências individuais da personagem situadas no romance num espaço e tempo delimitados são vistos como causas para a condição presente da personagem. Não há mais o fator da coincidência como nas narrativas tradicionais. Dessa forma, o romance propicia a visualização da evolução da personagem no tempo.

Além disso, pode-se pensar em dois outros fatores que podem contribuir para a impressão de realidade do texto ficcional: a instância narrativa e o discurso. Bakhtin já falava sobre a importância dos diversos tipos de discursos utilizados no texto. Se a língua é formada por estes vários tipos de discurso, a sua utilização no romance o aproxima ainda mais da realidade.

De certa forma, a impressão de realismo que o romance nos causa no momento da leitura está justificado pelas estratégias utilizadas pelo autor. Também justifica que seja o gênero narrativo mais popular e fácil de ser lido. O romance não exige uma capacidade tão grande de abstração como a poesia, por exemplo.

Pessoal, para quem se interessa em ler os textos citados, postarei as referências nos comentários, ok?

Abraço!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Oscar 2009: felicitações e lamentações

Saiu a lista dos filmes indicados ao Oscar deste ano. A surpresa não é muito grande. De certa forma, o Globo de ouro antecipou mesmo as indicações dessa edição do prêmio.

A maior quantidade de indicações foi para “O curioso caso de Benjamin Button” do diretor David Fincher, uma adaptação do conto homônimo de F. Scott Fitzgerald em 1921, que concorre aos prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor roteiro adaptado, melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor figurino, melhor montagem, melhor maquiagem, trilha sonora original, melhor edição de som, melhor mixagem de som e efeitos especiais.

Não tive ainda a oportunidade de ver esse filme... Esse é um dos problemas de se morar em cidades pequenas. Assim que tiver uma opinião formada sobre ele, eu posto aqui.
Das demais indicações,
Slumdog Millionaire, foi o segundo com maior número. Em seguida, Milk: a voz da liberdade, Frost/Nixon e O Leitor.

Confirmou-se a indicação de Heath Ledger para o prêmio de melhor ator coadjuvante (embora ele tenha sido o protagonista de “Batman: o cavaleiro das trevas”); Wall-E para melhor animação (de fato, muito bonitinho).

Uma das indicações que me deixaram mais felizes foi a de Penélope Cruz para o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, no filme Vicky Cristina Barcelona, de que gostei muito. Penélope Cruz mostra a que veio neste filme.

Minhas lamentações vão para a não indicação do brasileiro “Linha de Passe” e de “O ensaio sobre a cegueira”. Este último, confesso, por ser a adaptação de um dos romances mais interessantes do meu autor preferido. Escolha pessoal, emocional e não técnica, embora eu ache que tenha sido um grande filme.

A cerimônia de divulgação dos prêmios será no dia 22 de fevereiro em Los Angeles. Correm rumores de que, por ser domingo de carnaval, a rede Globo não transmitirá o evento.
Deixo aqui meus protestos: já é a segunda vez que programas interessantes são cancelados. A exibição da minissérie Som e Fúria, do cineasta Fernando Meirelles, que deveria ir ao ar em fevereiro foi adiada para junho devido ao início do Big Brother Brasil.

Bem, lamentações a parte, aí vai a lista completa:

Melhor diretor
David Fincher -
O Curioso Caso de Benjamin Button
Ron Howard -
Frost/Nixon
Gus Van Sant
- Milk - A Voz da Liberdade
Stephen Daldry -
O Leitor
Danny Boyle -
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor ator
Mickey Rourke - O Lutador
Sean Penn -
Milk - A Voz da Liberdade
Frank Langella –
Frost/Nixon
Brad Pitt -
O Curioso Caso de Benjamin Button
Richard Jenkins - The visitor

Melhor atriz
Meryl Streep – Dúvida
Kate Winslet –
O Leitor
Anne Hathaway – O Casamento de Rachel
Angelina Jolie – A Troca
Melissa Leo - Rio Congelado

Melhor ator coadjuvante
Heath Ledger -
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Josh Brolin -
Milk - A Voz da Liberdade
Robert Downey Jr. - Trovão Tropical
Philip Seymour Hoffman - Dúvida
Michael Shannon - Foi Apenas um Sonho

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams - Dúvida
Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis - Dúvida
Taraji P. Henson -
O Curioso Caso de Benjamin Button
Marisa Tomei - O Lutador

Melhor Animação Longa-Metragem
Bolt - Supercão
Kung Fu Panda
Wall-E

Melhor Roteiro Original
Rio Congelado
Simplesmente Feliz
Na Mira do Chefe
Milk - A Voz da Liberdade
Wall-E

Melhor Direção de Arte
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman – O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa
Foi Apenas um Sonho

Melhor Figurino
Austrália
O Curioso Caso de Benjamin Button
A Duquesa
Milk - A Voz da Liberdade
Foi Apenas um Sonho

Melhor Filme Estrangeiro
The Baader Meinhoff Complex (Alemanha)
Entre os Muros da Escola (Entre les Murs - França)
Okuribito (Japão)
Revanche (Áustria)
Waltz with Bashir (Israel)

Melhor Documentário
The Betrayal (Nerakhoon)
Encounters at the End of the World
The Garden
Man on Wire
Trouble the Water

Melhor Documentário Curta-Metragem
The Conscience of Nhem En
The Final Inch
Smile Pinki
The Witness - From the Balcony of Room 306

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Hellboy II - O Exército Dourado

Melhor Canção Original
"Down to Earth" -
Wall-E
"Jai Ho" -
Quem Quer Ser Um Milionário?
"O Saya" -
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Curta Animado
La Maison en Petits Cubes
Lavatory - Lovestory
Oktapodi
Presto
This Way up

Melhor Curta Live-Action
Auf Der Strecke (On the Line)
Manon on the Asphalt
New Boy
The Pig
Spielzeugland (Toyland)

Melhor Edição de Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
Quem Quer Ser Um Milionário?
Wall-E
O Procurado
Abraço!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Prefiro não fazer!

Já percebeu quantas vezes por dia você é obrigado a fazer coisas de que não gosta e como seria bom se pudesse simplesmente deixar de fazê-las. Infelizmente as coisas não são assim para nós. Diariamente somos obrigados a vestir determinado tipo de roupa, a comer determinado tipo de comida, a levantar cedo quando a cama nos chama etc. São nossas obrigações e muitas vezes nós as cumprimos sem questionamentos.

Nesse momento percebemos como seria bom se pudéssemos responder “Prefiro não fazer!” Mas nem sempre essa frase será uma boa escolha.

Em “Bartleby: o escriturário” de Hermann Melville, a personagem Bartleby, escriturário contratado por um escritório de advocacia, deixa de cumprir com suas obrigações utilizando essa frase. Não é exatamente uma recusa, nem uma afronta. É uma desistência. Um momento que seria o de se libertar de valores pré-estabelecidos torna-se o momento de prender-se a eles, pois, embora tenha uma atitude contrária à esperada ele não constrói uma alternativa. Apenas fica estagnado, a ponto de, mesmo após a mudança do escritório, ele continuar sozinho no prédio.

Bartleby apenas desiste de sua vida e não tem forças para construir uma nova. Até mesmo sua linguagem se esvai e se restringe à “Prefiro não...” Perceba que esta frase nem é uma negação, mas uma expressão, uma decisão entre duas coisas. No caso da personagem, não é uma decisão entre fazer uma ou outra coisa, como costuma-se pensar, mas entre fazer e não fazer. Ele simplesmente prefere não mover-se. Não vai em busca de algo novo ou de transformação. Percebe que não quer mais aquela vida e mesmo assim continua nela.

É possível perceber, além disso, como o comportamento de apenas uma pessoa é capaz de alterar o comportamento dos que estão à sua volta. A partir do momento em que Bartleby começa a recusar-se a trabalhar utilizando a sua famosa frase, os demais escriturários, sem perceberem, começam a fazer o mesmo e até o verbo “preferir” passa a fazer parte do cotidiano do escritório. A estagnação parece ser contagiosa.

O livrinho (sim, são apenas 100 p.) me lembrou também “O ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, em que as pessoas tornam-se cegas pelo contato com os demais. Leve-se em consideração o caráter alegórico da cegueira neste romance, que acredito também estar em “Bartleby: o escriturário”.

Sei que esta minha frase parecerá piegas e saída dos livros de auto-ajuda. Lembro-me, no entanto, que uma de minhas professoras da graduação disse que toda literatura é auto-ajuda, pois nos proporciona conhecer melhor o mundo e nós mesmos. Então lá vai:
Não digo que não devamos nos questionar. Acredito, sim, que é melhor nos sujeitar a fazer algo que não gostamos do que não fazer nada e desistir!

Para os fãs do cinema, localizei três adaptações: Ludwig Cremer (1963), Antony Friedman (1970) e Jonathan Parker (2001).
Existem edições de “Bartleby: o escriturário” pela LP&M e pela Rocco e pode ser adquirido por uma bagatela. Tem cerca de 100 páginas. Ótimo para ler no ônibus, na fila do banco... Mas você pode preferir não ler! A escolha é tua!
Abraço!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Poesia para a vida

Diário – Miguel Torga

Toda a semana me apeteceu gostar da Vida,
Por causa desse dia, que sonhei
Tão grande como o Dia de Juízo...
Afinal, anoiteceu,
E o meu pobre coração
Trabalha como nos dias
Em que nada aconteceu.

Ora isto vem de tão longe,
É já tão velho e revelho
Adormecer como um justo
E acordar roubado e morto;
É natural em mim
A ânsia ser um aborto
Ao fim
Dos nove meses do prazo,
Que era lógico e seguro
Ouvir cantar as sereias
Sem fazer caso...

Ah! Mas isso é que não! Ninguém se iluda!
Ninguém pense que vou desanimar!
Não, senhor:
A sagrada Teologia
Previu isto e muito mais...
Deus lá sabe
As linhas com que se cose...
Se para meu sumo bem
Terá de aumentar a dosa...


Apeteceu-me apresentar o poeta. Miguel Torga (1907-1995) é português, pertencente à fase denominada Presencismo, visto que é contemporânea da importante revista literária “Presença”, da qual fez parte o poeta. As tendências seguidas por este movimento não poderiam ser melhores: Dostoiévski, Proust e Gide. Miguel Torga é, na verdade, o pseudônimo de Adolfo Correia Rocha. Seus poemas, de caráter humanista, exprimem o transcendental, a experiência e a fatalidade de Ser. Escreveu predominantemente poesia, mas sua obra consta também de prosa de ficção, relato de viagens e teatro.

Outros textos do autor:
Livro de Horas
Identidade
Orfeu rebelde
Guerra Civil
Comunicado

Os livros do autor você pode conferir e comprar
aqui.

Abraço!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

3 textos sobre literatura que você pode ler na internet

De modo geral, somos acostumados a ler textos teóricos e reflexivos em sala de aula, mas ainda acredito que haja alguns loucos como eu que se interessam por isso em seus momentos de lazer.

Muitos falam mal da internet, mas trago aqui três motivos muitos bons para ficar por aqui. São três textos de pessoas conhecidas da área da literatura que falam sobre o papel que a literatura desempenha na sociedade.

Em “A importância da leitura para a humanidade”, Mario Vargas Llosa fala sobre os benefícios da leitura de ficção para nossas vidas, nos levando a um mundo muito mais interessante, em que os padrões em que vivemos são destruídos e podemos ser livres. O autor pensa na literatura como uma possibilidade de nos reconhecer como um grupo, observar nossos problemas, que são universais. Além disso, Llosa não deixa de falar sobre o caráter mais prático da leitura: aquisição de vocabulário, ampliação da capacidade de raciocínio e reflexão. Eis um texto que vale a pena ler.

Em “A literatura contra o efêmero”, Umberto Eco faz uma análise do modo como as pessoas vêem a literatura atualmente e a experiências que ela nos proporciona a cada leitura, a possibilidade que temos, através da leitura de presenciar e experimentar o impossível. A exemplo de Llosa, Eco também fala sobre a utilidade da literatura. Mas há uma utilidade para ela?

Em “Escritor recomenda romances clássicos aos novos leitores”, Moacir Scliar faz um guia para novos leitores, aqueles que, ao perceberem a necessidade da literatura para suas vidas, não sabe por onde começar ou para aqueles que, tendo já começado, querem recomeçar e ampliar seus conhecimentos sobre a arte. Neste texto, encontramos listas dos 10 clássicos indispensáveis, dos 10 brasileiros indispensáveis e dos 10 clássicos do século XX. Temos aí 30 livros para nossa lista de próximas leituras.

Você pode fazer o download dos três textos aqui.

Abraço e boa leitura!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Eu até vou a um bar, tomo uma cerveja ou um vinho, como uma pizza, mas não sou muito de balada não!

Sábado pra mim é dia de filme.

A minha indicação de hoje é “
No vale das sombras” (veja aqui a ficha técnica). Com Susan Sarandon, Tommy Lee Jones e Charlize Theron e dirigido por Paul Haggis (de Chash), a sinopse do filme faz com que quase desistamos de vê-lo, pois parece ser apenas mais um filme sobre a guerra do Iraque.

O enredo, no entanto, surpreende. O filme faz uma radiografia da guerra e traz, de forma objetiva, todos os dramas nela envolvidos. Temos um interessantíssimo drama familiar e um retrato do tratamento que os soldados recebem no Iraque até se transformarem no que são.

Quem se chocou com as cenas exibidas na TV, aquelas terríveis cenas de tortura de que os soldados americanos se orgulhavam em fazer, e achou que esses mesmos soldados eram uns bichos, talvez não mude de opinião. Sim, eles são bichos, por que é como os tratam!

Além disso, o filme mostra a falta de envolvimento dos policiais com seu trabalho e a burocracia que impede que as coisas andem (não, não é só no Brasil que isso acontece!) e impede um pai de família de descobrir o motivo da morte de seu filho.

Neste momento vale, inclusive, torcer para que o novo presidente dos Estados Unidos seja um pouco mais humano e inteligente!


Puxa, não quero estragar a surpresa! Este filme vale a pena ser visto!

Abraço!